A Caroline esse ano vai para a creche! Se você
quer saber como foi o procedimento para conseguir a vaga acompanhe a matéria.

Esse ano a Carol completa 2 anos e decidimos
que esse seria o momento para ela começar a frequentar a escolinha. Nem
acredito que ela já está uma mocinha, até ontem era um bebezinho, realmente o
tempo passa muito rápido.
No começo do ano estava pensando muito se já
não seria a hora de introduzir a Carol na escolinha e colocando na balança os
prós e contras alguns motivos me levaram a decidir pelo SIM. Os principais
motivos que me fizeram optar por colocar a Carol na escolinha já esse ano foram
dois: o primeiro porque seria ótimo para ela ter contato com outras crianças,
já que aqui não temos familiares e são poucas as crianças no bairro; o segundo
porque com a chegada da nova bebê Chloè seria muito difícil, em especial nos
primeiros meses, lidar com as duas sem a ajuda de parentes.
Comecei então a procurar sobre como e qual
creche colocar a Carol (aqui na Itália chamado de Asilo Nido). Existem três
formas: particular, convencionado ou público.
O particular descartamos logo de início pois
realmente os valores são bem salgados para o bolso de um assalariado “normal”.
As mensalidades dos asilos próximos da minha casa giram em torno de 400 a 600
euros mês, o preço de um aluguel!
Já o convencionado confesso que não procurei
saber muito sobre valores, pois são muito poucos próximos à minha casa e seria
muito difícil me deslocar para um local mais longe.
Restou apenas o asilo nido público... mas daí
eis o problema. Na Itália a escola é obrigatória apenas após os 3 anos, ou
seja, a Carol tendo 2 anos teria que “competir” as poucas vagas públicas
com outras crianças e havia um grande
risco de não conseguirmos.
Para fazer a inscrição devemos acompanhar no
site do comune o edital de convocação, o que acontece no começo do ano. Assim
que saiu o edital de convocação entrei no site do comune, fiz o cadastro e
preenchi o formulário.
No formulário devemos preencher os dados dos
pais ou responsáveis, da criança, fazer a escolha da escola (optei pela escola
menos competitiva) e anexar os documentos pessoais. Além disso devemos
responder um questionário que definirá qual a sua graduação de pontos, como por
exemplo “o pai e a mãe trabalham? em qual período? o trabalho é realizado em turnos? Tem algum familiar que mora junto ou próximo? Etc”…
De acordo com as respostas o comune elabora a
classificação provisória e determina quais as crianças conseguem a vaga e quais
as crianças ficam na lista de espera. Por sorte a Caroline entrou como uma das últimas a se classificar, tinha muita preocupação visto que eu no momento não trabalho e isso poderia atrapalhar na pontuação.
A partir desse momento abrem os prazos
para eventuais contestações e encerrados e julgados os pedidos de contestações
é elaborada a lista definitiva e aberto o prazo para que o solicitante se
apresente portando alguns documentos originais e preencha o módulo de escolha
de horário.
O solicitante deve apresentar o
ISEE, pois é de acordo com o valor base declarado que será estipulado a
mensalidade a se pagar.
SIM, APESAR DE SER PÚBLICA A ESCOLA É PAGA! Claro, o valor é realmente acessível ainda mais se considerarmos tudo o que uma escola pública oferece, mas é pago
Obs.: os valores da tabela podem mudar para
mais ou para menos de acordo com cada comune.
Após apresentar o ISEE, escolher o horário de
entrada e saída e preencher a declaração o comune me deu a data e horário
para comparecer na escola bem como a data para o primeiro pagamento
da mensalidade.
Passado o prazo e não havendo os pais ou
responsáveis se apresentado portando os documentos necessários a vaga é
automaticamente cancelada e destinada à primeira criança da lista de
espera.
A escola poucos dias depois também entrou em
contato comigo para lembrar o dia da primeira reunião onde
conheceremos a escola, as professoras e serão explicadas as regras.
Diferente do Brasil, aqui na Itália o ano
letivo começa em setembro e por consequência a escola da Carol programou o
primeiro encontro para o início de setembro.
Estamos super ansiosos e ao mesmo tempo
com o coração na mão.
Sempre digo que devemos criar nossos filhos
para o mundo e incentivar o crescimento pessoal, apoiar cada conquista dos
pequenos mas nunca disse que isso é uma tarefa fácil!
Em breve escreverei outra matéria contando como
foi o início e como funciona a introdução na escolinha.
Bacci a tutti!

Olá tenho um filho de 10 anos portador da Síndrome de Down e estou em busca da minha cidadania, se tiver alguma matéria sobre ensino para especiais ficarei grato.
ResponderExcluirMeu projeto é trabalhar e minha esposa com o Permesso trabalhar também enquanto ele fica na escola, obrigado